terça-feira, 1 de novembro de 2011

Rio de Janeiro - RJ Out. 2011

Nossa estada no Rio não foi longa, apenas 2 dias, pois estávamos de passagem para Cabo Frio. Pouquinho tempo que nos rendeu os básicos e lindíssimos passeios turísticos, algumas dicas sem glúten, muitas fotos e uma revisão do conceito que tínhamos desta cidade tão bonita.
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HOSPEDAGEM

Ficamos hospedados no Ibis do Centro. Apesar da localização os arredores do hotel são bem tranquilos. Infelizmente, nada de mercado, farmácia ou mercearia por perto, o que é muito ruim quando se está com criança e se tem uma limitação alimentar. 
O café da manhã do Ibis , apesar de ser pago a parte, era bem variado e haviam algumas opções naturalmente sem glúten: Frutas, coalhada, geléias, sucos, queijo, presunto, leite. Na mala havíamos levado o cereal de arroz, o leite de soja em pó e umas petas...ajudou a complementar. Visualmente, né, já que a Isa não é tão boa de garfo assim.
Ao menos houveram bastante opções!



No Rio  há ótimas opções de aluguel de apartamento para temporada e ainda outras tantas opções de hospedagem estilo cama e café”, em que podemos contar com uma cozinha ou, no segundo caso, pedir para usá-la. Pra mim, com uma criança celíaca, essas seriam as melhores opções de hospedagem!

ONDE COMER

Out back
Como costumamos frequentar o Outback em Brasília (tem cardápio sem glúten) procurei suas franquias no Rio.
Há dois, mas fomos apenas no do Shopping Plaza Rio em Botafogo. Segundo as dicas do Special Gourmet, havia também o Restaurante America, no mesmo shopping, com algumas opções e queríamos experimentar, mas lá soubemos que havia fechado.
No outback nossa preferência são as costelas com a batata recheada e para sobremesa o Thunder from Down Under. Hummm...


Biocarioca
Seguindo a dica da Raquel na comunidade Celíacos Viajando (Orkut), procuramos o Biocarioca para almoçar em Copacabana. Comidinha natural (mesmo assim adorei!) com várias opções sem glúten, sem leite e vegan...
Nos identificamos ao Chef Thiago que nos atendeu muito bem e ainda sugeriu algumas opções. Escolhemos um risoto de tomate seco com mussarela de búfala, um hambúrguer de arroz e o feijão branco... Estava tudo muito bom, principalmente o risoto e o feijão. Para fechar uma sobremesa de morangos com iogurte natural que a Isa adorou!



Nas pesquisas feitas encontrei também algumas indicações de locai que não tivemos tempo de conferir. Ficam para uma próxima oportunidade:
Wraps – Para lanchar, com opções sem glúten.
Coccadine- Para lanchar, com opções sem glúten.

ONDE COMPRAR

Não chegamos a visitar nenhum em função do pouco tempo disponível, mas segue abaixo a lista de indicações que encontrei em minhas pesquisas: 
Carioca Zen - Para compra de produtos sem glúten.

PASSEIOS

Pelo Rio fizemos o básico. Passeamos bastante pelo centro, Catedral, Arcos da Lapa, Praça XV, Confeitaria Colombo (Essa só pra olhar pois, sem glúten só o suco, e olhe lá! Ainda bem que a Isa dormiu nessa parte...hehe). Uma voltinha por Copacabana e Ipanema. Subimos ao Pão de Açúcar de bondinho (Que vista linda!!! Dá vontade de ir com tempo, levar uma cesta de piquenique “Glúten Free” e ficar lá a tarde inteira!), depois fizemos o passeio no Trem do Corcovado até o Cristo.



Viagem curtinha, sem tempo para mais, algumas dicas pesquisadas no planejamento da viagem não puderam ser experimentadas. :(

Companhias Aéreas e alimentação sem glúten

Uma das grandes preocupações de viajantes com restrições alimentares é o medo de passar fome. Vôos domésticos podem ser rápidos mas dependendo do número de paradas e conexões podem se tornar longos e cansativos, e se nessas paradas você não tem acesso à sua bagagem despachada ou ainda não pode contar com opções de locais para se alimentar em segurança dentro dos aeroportos, isso pode ser um problema! Os vôos internacionais geralmente são longos e provavelmente você precisará fazer uma ou mais refeições no trajeto. 
Viajar de avião é uma comodidade que envolve obediência às regras aéreas e leis internacionais, e nos afeta diretamente no que se refere ao transporte de alimentos na bagagem de mão ou na bagagem despachada. Até hoje, nas viagens aéreas que fizemos, não tivemos problemas e tudo deu certo. Para isso temos tomado alguns cuidados.

Bagagem de mão

Algumas empresas oferecem alimentação especial e tudo o que precisamos fazer é solicitá-la junto à companhia. Recomendo ainda confirmar o pedido com uma semana de antecedência e mais uma vez no dia anterior. (Mesmo assim leve uma opção de emergência!) Outras companhias não oferecem esse serviço mas nunca nos proibiram de carregar alimentos na bagagem de mão. 

Tenho sempre o cuidado de levar junto aos documentos um atestado médico explicando a condição celíaca e a necessidade de alimentação especial. Assim, levo alguns  lanchinhos  na bagagem de mão e se necessário apresento o atestado. 

Frutas secas, castanhas, biscoitos, potes de papinha, torrone, bolo, são algumas opções que costumamos levar. Nunca tivemos problemas!



Em vôos internacionais fazemos da mesma forma, mas providencio ainda uma cópia do atestado médico traduzido para a língua do país que iremos desembarcar e fazer paradas. 
Obedecemos a orientação de não portar líquidos na bagagem de mão , o que não é problema já que são servidas bebidas sem glúten como água, sucos e refrigerantes. Temos ainda o cuidado de levar opções de lanches industrializados em sua embalagem original lacrada. Nos vôos internacionais evito levar frutas frescas e bolos caseiros a fim de evitar problemas com a vigilância sanitária local.

Bagagem despachada

Na bagagem despachada sigo os mesmos cuidados da bagagem de mão e ainda coloco uma etiqueta visível sobre os alimentos e medicamentos dentro da mala com a seguinte informação: "alimentos sem glúten, criança alérgica" (em português e traduzido para a língua do país de destino quando em vôos internacionais) junto com uma cópia do atestado médico. Assim, caso a mala seja inspecionada fora da  minha presença, as informações estão ali. Nesta situação já viajei com malas cheias de comida e  nunca tivemos problemas! 


Abaixo, listei algumas companhias com as quais já viajamos e a informação sobre a disponibilidade de alimentação especial naquela ocasião:

Gol- não oferece o serviço
Copa- Oferece frutas (serviço utilizado em abril de 2013)
Avianca- não oferece 
Air France- Oferece mediante reserva antecipada (serviço utilizado em julho 2014)

Não deixe de verificar a informação junto à Cia aérea, já que aqui no blog estas informações referem-se à época em que utilizei o serviço e podem não estar atualizadas.
E se alguém tiver mais informações por experiência própria e quiser compartilhar conosco aqui no blog, é só mandar!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Planejando viajar?

    

Para a segurança da nossa saúde, para que tudo corra bem, para que possamos aproveitar ao máximo e trazer ótimas lembranças e histórias na bagagem, planejamos nossa viagem minuciosamente. O planejamento envolve um grande trabalho de pesquisa e organização que eu, particularmente adoro fazer.

Na internet existem muitos sites de viagem e inclusive de outros celíacos que assim como nós, curtem viajar e compartilhar sua experiência.

As Associações de Celíacos do Brasil, nos diferentes estados e outras associações espalhadas pelo mundo são ótimos contatos que devem ser considerados no planejamento da viagem e muitos deles possuem um site com muitas informações.

Escolhido o lugar de destino gosto de seguir o seguinte roteiro de organização:

  • Como chegar: Aqui dependendo do meio de transporte em que viajará (avião, ônibus, carro , etc) você deve considerar particularidades sobre o tempo de duração e possíveis formas de alimentação. Esta fase pode envolver compra de passagens, verificação de disponibilidade de alimentação especial junto à Cia Aérea, paradas, restaurantes e lanchonetes existentes nos locais de paradas, transporte de alimentos na bagagem, etc.
  •  Aonde se hospedar: Nesta fase consideramos o melhor local de hospedagem (hotel, pousada, hostel, aluguel de apartamento, flat, etc) e se necessário fazemos contato para verificação de disponibilidade de alimentação sem glúten (no caso de hotéis e pousadas) ou utensílios de cozinha (no caso de flats, apartamentos, etc). Eu particularmente prefiro ficar hospedada em um lugar que disponha de uma cozinha minimamente equipada (ao menos um fogareiro, pia, frigobar, panelas, talheres e pratos). Assim, encontrando ou não opções de lugares que ofereçam alimentação sem glúten, temos com o que nos virar. 
  • Se há restaurantes, mercados e lojas de produtos sem glúten: Aqui, provavelmente estará a maior e mais importante parte da pesquisa. Identificar se há locais confiáveis e lojas que ofereçam opções sem glúten. Gosto de verificar a localização dos mercados em que podemos comprar frutas, verduras, ovos, frios, sucos, enfim, opções de alimentos naturalmente sem glúten. Além dos sites e contato direto com a Associação de Celíacos local, há ainda este site em que costumo pesquisar, mas sugiro confirmar se o local indicado ainda existe pois às vezes encontramos informações desatualizadas.
  • Que passeios fazer: Após pesquisar os pontos turísticos e locais de nosso interesse que gostaríamos de visitar, acho importante considerar a logística num mapa local. Nesta fase do planejamento, adoro criar e salvar um mapinha no Google Earth, utilizando os marcadores disponíveis nas ferramentas. Ali posso visualizar se próximo a um ponto turístico há algum restaurante, loja, mercado... Então, planejo as visitas e passeios considerando períodos e horários das refeições bem como as possibilidades de lugares que ofereçam alimentação sem glúten nas proximidades. É lógico que aqui nem tudo é perfeito e temos que lembrar que muitas vezes a boa e velha lancheira tem que ser levada. 
  • O que levar na mala: Bem, tomadas todas as providências, feito toda a pesquisa, organização e planejamento, você já tem ideia do que não terá acesso, e é por isso que eu deixo essa parte por último. O que vejo que me fará falta e não terei acesso, levo na mala. Por exemplo: Já reservei um hotel que tem uma pequena copa com pia e microondas, mas não há fogão, terei que levar a panela elétrica. Vi que nas redondezas há um mercado, mas não há loja especializada em alimentação especial, então terei que levar alguns pães sem glúten, biscoitos... Agora há alguns itens que sempre levo na mala: 
    • junto aos documentos habituais levo um atestado médico esclarecendo a condição celíaca e a necessidade de alimentação especial, 
    • impressos de toda a pesquisa feita com endereços, 
    • cartões para o chef / restaurante (em português, em espanhol, em inglês), 
    • farmacinha com tudo o que possa precisar inclusive em caso de intoxicação alimentar ou contaminação (converse com seu médico e peça a receita)...